Da Redação
Nesta terça-feira (11), os alunos da rede municipal de ensino de Sapezal retornaram as salas de aula de forma presencial, inicialmente apenas 25% dos alunos retomam as atividades em uma espécie de formato híbrido.
Em entrevista na tarde desta segunda-feira (10) para o jornalista Jean Borsatti, a secretária municipal de Educação Cultura e Esporte de Sapezal falou a respeito deste retorno. Segundo a secretária a decisão foi tomada em conjunto e que acredita que diante das medidas que estão sendo tomadas pela secretaria a expectativa é que as aulas sejam retomadas de maneira gradual.
Durante a entrevista, ao ser questionada se acreditava que este é o momento certo para este retorno, Nelci foi enfática ao dizer não é possível garantir, mas que todas as medidas estão sendo tomadas para tentar garantir a saúde dos alunos e profissionais. "Na verdade dizer com toda convicção que eu acredito e garanto que este seja o melhor momento e o melhor cenário, eu não tenho como afirmar isso."
A secretária disse ainda que antes mesmo da classificação de risco em Sapezal subir para 'muito alto', a secretaria já vinha realizando reuniões com o Ministério Público e com o Conselho Municipal de Educação onde o retorno das atividades presenciais nas escolas municipais do município já estavam sendo previstas.
"Eu acredito que diante de todas as medidas que nós estamos tomando, de todas as providências que foram viabilizadas para a volta neste momento, que foi com muita responsabilidade, com muito estudo, com divisão de responsabilidade. Não é uma decisão que nós tomamos sozinhos, nós tivemos uma reunião com o Ministério Público, com o Conselho Municipal de Educação, antes mesmo do risco ter se tornado muito alto, nós já estávamos prevendo este retorno."
Rauber afirma ainda que com a redução dos casos de Covid-19 em Sapezal, novamente o assunto foi retomado e que este retorno na verdade será no modelo hibrido já que não será cem por cento presencial. "Tendo em vista que os casos diminuíram a gente pensou em gradativamente, que continua na verdade no modelo hibrido, não é cem por cento presencial. O número de alunos que irão retornar de cara é um número pequeno, 25 por cento de cada sala de aula". Afirmou.
A secretária explicou que em uma sala de aula onde estão matriculados 20 alunos, apenas 5 retornariam neste momento para as atividades presenciais. "Uma sala de aula com 20 alunos, por exemplo, voltam 5. Uma sala de aula de creche que tem 16 alunos matriculados, voltam 4, e assim nós vamos alternando." Disse.
Neste modelo de retorno proposto, nas escolas municipais os alunos são alternados diariamente, ou seja, aqueles alunos que foram de maneira presencial em um dia, fica em casa no outro. Já nas creches, os alunos serão alternados semanalmente, ou seja, aqueles alunos que forem na semana de forma presencial, não irão na próxima semana.
Nelci lembrou ainda que o retorno não é obrigatório e que as famílias puderam optar em aderir a esse retorno através da assinatura de um termo de responsabilidade. "O retorno é facultativo, então essa é uma decisão que as famílias tem que tomar, que já tomaram porque já se manifestaram e amanhã (terça-feira) a gente já retorna com as pessoas que já se manifestaram positivamente." Declarou.
A chefe da pasta aproveitou o momento para rebater as críticas em relação ao fato de que a secretaria estaria jogando a responsabilidade do retorno aos pais e responsáveis dos alunos, já que para concretizar o retorno foi necessário que os mesmos assinassem um termo de responsabilidade. "Essa é uma decisão que tem que ser das famílias, ai teve alguém que me disse: vocês estão tirando a responsabilidade das suas costas e jogando para as famílias? Não, não é bem assim. Nós também não podemos dizer que garantimos que quando a criança saí da porta de casa e vai para um ponto de ônibus, vai no ônibus escolar e vai até a escola, eu não posso garantir que essa criança não vai passar por nenhum risco." Rebateu.
Nelci aconselha ainda, que neste momento sejam mandados apenas aquelas famílias que se sintam seguras, em casos em que os filhos não estariam se adequando às aulas remotas e que necessite do atendimento presencial. "O nosso conselho neste momento, é mande para a escola apenas aquela família que estiver se sentindo segura, somente aquela família em que o filho não está dando conta de realizar as atividades no formato online ou no formato remoto".
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