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Faltam ainda dois anos para as próximas eleições municipais, mas os partidos e grupos políticos já iniciam as conversas para a escolha de um nome para concorrer ao cargo de prefeito nas cidades.
Em Sapezal, alguns nomes já vão se colocando como pré-candidatos ao Paço Municipal. É o caso do atual vice-prefeito de Sapezal, Claudio José Scariote (Podemos), que é o nome natural a suceder Valcir Casagrande (PL) no cargo de prefeito.
Sem dúvidas, o nome de Scariote já é colocado automaticamente como pré-candidato, mas para isso, será necessário a construção de um debate entre o grupo político no qual pertence.
Em outros tempos, seria claro que o martelo já estaria batido, e que Claudio já estaria sacramentado para concorrer ao cargo. Mas os tempos são outros, segundo interlocutores outros nomes do mesmo grupo político também pleiteiam a candidatura e isso será definido nas convenções partidárias.
Claudio assumiu a vice-prefeitura em 2020, quando se candidatou pela primeira vez a um cargo eletivo. Apesar de contar com o apoio de Casagrande para ser candidato, Scariote precisará mostrar nesses próximos dois anos que de fato está preparado para assumir o cargo de prefeito.
Um de seus maiores defeitos, também segundo interlocutores, é a dificuldade de ouvir o contraditório e receber críticas. Em dado momento, o empresário do agronegócio chegou a exonerar um aliado de anos, do prefeito Casagrande. O motivo? Teria o chamado de "fraco".
Quando assumiu por alguns dias a prefeitura, muitas foram as críticas em relação a sua forma de atuação. Alguns vereadores chegaram a reclamar da postura do prefeito em exercício, que mais dificultava o andar dos trabalhos, do que facilitava, se mostrando uma pessoa um tanto quanto "autoritária".
De modo geral, caso se concretize candidato e de fato vença as eleições, Scariote deverá enfrentar o mesmo problema que Casagrande enfrentou no início do seu primeiro mandato: "Entender que prefeitura não é empresa privada."
Outro nome que aparece com força, é do correligionário de Casagrande, o empresário Vanderlei Bianchi, também conhecido como Vando. Ele também já teria manifestado o interesse em concorrer ao cargo nas próximas eleições, e ao que tudo indica não vai deixar de mão beijada para Scariote, com isso, as convenções que deverão decidir.
Ainda de acordo com interlocutores, a estratégia do grupo político que está no poder, seria mais uma vez construir uma candidatura única e tirar a possibilidade da população escolher seu candidato.
O vereador Ronaldo Oliveira (PSC) também já manifestou o interesse em concorrer as eleições. Forte nome do grupo político que concorreu contra Valcir em 2020, Ronaldo sempre é lembrado nas rodas de conversas, além disso, todas as vezes que se candidatou para vereador foi bem votado.
Foi eleito em 2012, ficando no cargo até 2016, ano em que amargou a derrota por conta do coeficiente eleitoral, se repetindo em 2020. Ronaldo assumiu a cadeira no início deste mês, deixada após a morte de Franço Helber que perdeu a luta contra o câncer.
Outro grupo político que vem se formando nos últimos anos é do Partido dos Trabalhadores (PT), que deve trabalhar a candidatura do advogado Rafael Evangelista. O PT não lança candidato a majoritário desde 2004, quando teve como candidata a vice a professora Leonor Gomes Mendes, mais conhecida como Professora Bia na chapa encabeçada pelo produtor rural Guarino Fernandes., derrotados para o ex-prefeito Cesar Maggi.
Acontece que nos últimos anos, o partido vem se reestruturando e pretende lançar candidatos no próximo pleito eleitoral.
Outro nome que é constantemente citado, é do comerciante Diogo Romani que é filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Romani já foi colocado como pré-candidato a prefeito no ano de 2016, porém sua candidatura não se concretizou.
Outros nomes que também são citados como possíveis pré-candidatos são do empresário do agronegócio e do ramo de transportes Cleto Webler, e da dentista e vereadora Zildinei Panta (PL).
A única certeza que temos neste momento é de que os partidos e grupos políticos já estão mexendo os pauzinhos para viabilizar uma candidatura que seja competitiva. É claro que tudo pode mudar até o momento do registro das candidaturas.
O que a população mais espera, é que de novo não tenha que escolher entre "um ou nenhum", isso enfraquece o poder do voto da população.
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