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Novas revelações indicam que o perfil falso "Valdir Maggi", utilizado para atacar políticos em Sapezal entre os anos de 2019 e 2020, foi operado a partir da empresa Leomar José Mees EIRELI. A informação foi confirmada por um documento judicial obtido após uma solicitação da Justiça para que a empresa provedora de internet responsável fornecesse os dados do cliente associado às publicações.
A empresa em questão, que opera sob o nome fantasia de "Mega Sapezal Publicidade", pertence ao empresário Leomar Mees, amigo pessoal do prefeito Valcir Casagrande (União Brasil). Além disso, o local é também onde trabalha o vereador Mauro Galvão, atual candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Claudio Scariote (Republicanos) nas eleições municipais. Galvão presta serviços para a empresa há vários anos.
De acordo com os documentos, a coligação "A Força da União", liderada por Valcir Casagrande e que teve Scariote como candidato a vice em 2020, contratou o escritório de advocacia do advogado Rafael Evangelista (PT) para investigar a origem de perfis falsos que circulavam na internet. Durante a investigação, além de Mees, outros nomes foram identificados como responsáveis pelas campanhas de difamação.

Outro ponto destacado é que, em 2020, Casagrande e Scariote teriam utilizado os dados obtidos para se promover politicamente. Na época, o atual prefeito teria usado essas informações para tentar desqualificar seu adversário na disputa eleitoral, o ex-vereador Manoel Nascimento (PSDB), popularmente conhecido como Manezinho, o acusando de estar entre os envolvidos.
Vale também destacar, que Leomar Mees registrou um Boletim de Ocorrência contra este site e do candidato, Dr Rafael Evangelista, além disso, negou qualquer ligação com o caso.
As informações reacendem o debate sobre o uso de perfis falsos para influenciar o cenário político local e levantam questionamentos sobre a conivência do prefeito Valcir Casagrande e Claudio Scariote com as práticas, especialmente dado o vínculo próximo com Leomar Mees, proprietário da empresa de onde partiram as publicações.

"Estratégia de vulnerabilidade" ou "publicidade negativa controlada"
O caso envolvendo o perfil falso "Valdir Maggi", operado a partir da empresa de Leomar Mees em Sapezal, exemplifica uma estratégia conhecida como "publicidade negativa controlada". Essa tática envolve a criação ou incentivo de polêmicas com o objetivo de desestabilizar adversários políticos, enquanto o beneficiário se posiciona como vítima. No caso, o prefeito Valcir Casagrande e seu vice, Claudio Scariote teriam se aproveitado dos ataques para ganhar simpatia pública, reforçando sua imagem de alvo injustiçado. Essa estratégia, embora arriscada, pode gerar visibilidade e engajamento, criando uma narrativa que favorece o alvo da "negatividade controlada", desviando a atenção de críticas mais legítimas.
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