Com as recentes operações da Polícia Militar (PM) para combater a ação daqueles jovens "descolados" que insistem em fazer "arruaça" com seus veículos e motocicletas, uma campanha vem crescendo nas redes sociais com o intuito de chamar a atenção para aquilo que esses jovens não querem que seja crime, pois é, nos últimos dias não foi difícil você ver em seu Facebook a hashtag #244nãoécrime, mas será mesmo que não é crime? O que diz este artigo do Código de Trânsito Brasileiro? 

Antes de nos aprofundarmos no artigo em si, é importante dizer que fazer manobras radicais, principalmente com motocicletas virou uma espécie de "tesão" para muitos jovens, que com o discurso de que não há nada para prender a atenção da juventude, empinar motocicletas, ou "dar o grau" como os mesmos dizem, é a única saída de entretenimento para a juventude. Muitos defendem que um local exclusivo para a prática seja implementado pelas autoridades, ideia que não é de toda ruim, mas que está longe de acontecer.

Que a falta de perspectiva para a juventude, principalmente em meio a pandemia é algo notável, não nos resta duvidas, mas isso não dá o direito desses jovens colocarem a vida de terceiros em risco. Acidentes envolvendo este tipo de prática são muito mais comuns do que se parece, em Sapezal já houve casos em que uma pessoa que não tinha nada a ver com a prática acabou morta após ser atingida.

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Algo que também precisa ser levado em conta, é que está pessoa que vos escreve duvida muito que estes jovens se limitariam a "dar o grau" nos locais adequados se existissem, ao meu ver, estes jovens sentem prazer em praticar estas infrações em vias públicas, como uma espécie de exibicionismo. para todos que passem pelo local, ou seja, de nada iria adiantar um local para a prática, já que se continuaria a fazer nas vias públicas.

Mas agora vamos ao objetivo principal deste artigo de opinião: O que diz o artigo 244 do CTB?

É evidente que quando essa molecada fala que #244nãoécrime elas acreditem que o artigo se limite a dizer sobre as manobras, ou o "grau" em si, mas não, esse artigo vai muito mais além.

Logo de início o artigo fala exatamente sobre o uso do capacete, que por incrível que pareça, existem muitas pessoas que defendem que o uso não seria obrigatório, já que cada um deveria se preocupar com si mesmo, como se eu não tivesse o direito de não querer ver miolos espalhados pelas ruas após um acidente. Vai entender o que se passa na cabeça desse pessoal.

O item dois desse artigo também fala do capacete, desta vez "transportando passageiro sem o capacete de segurança, na forma estabelecida no inciso anterior, ou fora do assento suplementar colocado atrás do condutor ou em carro lateral;". Vocês acham isso razoável? Eu acho, já que o mesmo escrito no paragrafo anterior pode se aplicar aqui.

Ai chega aquele inciso que a "molecada do grau" quer que não seja mais crime "fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda;", sim, isso mesmo, eles defendem que um artigo da CTB inteiro não seja crime pela vontade de empinar suas motonetas 

Eu vou me limitar a falar destes três incisos, mas no total são nove, entre eles, transportar crianças menores de 7 anos na garupa da motocicleta.

De modo geral #244écrimesim e a PM precisa fazer seu trabalho de coibir e penalizar quem pratica tal ato infracional, além disso, é importante ressaltar que boa parte da "molecada" que gosta de "dar o grau" são menores de idade, ou seja, nem se quer deveria pilotar uma motocicleta.

Para esse pessoal eu aconselho aproveitarem que o Natal está chegando, para pedir para seus papais uma bicicleta, dessa forma, eles podem, empinar, andar sem as mãos, etc, etc, etc. A sociedade agradece, já que além de não colocar as pessoas em risco, não somos obrigados a ouvir aquele som insuportável de escapamento.

E para finalizar fica um concelho pra "molecada do grau", leiam o artigo 244 do CTB, e outra, um crime não justifica o outro, então não usem o argumento de que a PM deveria procurar bandidos, ela faz também. Mas se houver uma denúncia do "grau" ela vai atrás também.

Grande abraço, não me cancelem.