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Desde que Jair Bolsonaro se elegeu para presidente em 2018 a frase "A mamata acabou" passou a ser proferida de forma constante, não apenas pelos apoiadores mais fanatizados do presidente, mas também por membros do Governo Federal.
Nesta quarta-feira (23), uma matéria do Jornal O Globo revelou que as férias de Bolsonaro no final de 2021 custou aos cofres públicos quase 900 mil. Bolsonaro saiu de férias e passou 7 dias na cidade de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, nos dias que passou "farreando" com dinheiro público, o presidente andou de jet ski, visitou parque de diversões e foi bajulado por apoiadores.
A viagem que terminou com uma obstrução intestinal após Bolsonaro não mastigar um camarão custou R$ 899.374, 60. A informação foi repassada pela Secretaria-Geral após solicitação via Lei de Acesso a Informação (LAI) realizada pelo Jornal O Globo.
Até o momento, Bolsonaro gastou mais de R$ 29 milhões com cartões corporativos nos três primeiros anos de mandato, valor 18,8 por cento maior do que os R$ 24,9 milhões gastos ao longo de quatro anos nos mandatos de Dilma Rousseff (2015 - 2016) e Michel Temer (2016 - 2018).
Outro fato que ganhou os noticiários recentemente, foi a viagem do Secretário de Cultura, Mário Frias, que juntamente com seu braço direito, gastaram R$ 80 mil em uma viagem de 5 dias para os Estados Unidos em dezembro passado.
Na ocasião, Frias e um assessor foram até Nova York para se encontrar com o lutador bolsonarista Renzo Gracie, além disso, Frias justificou a viagem internacional dizendo que iria "saber como a Broadway funciona". "Estávamos desenvolvendo a IN [instrução normativa relacionada à Lei Rouanet], o objetivo [da viagem] foi conversar com o mercado da Broadway, porque é um mercado que se autossustenta" Afirmou o secretário.
Se não bastasse as justificativas esdruxulas para a viagem, que poderia muito bem ser realizada por vídeo conferência, Frias teria ainda pedido reembolso no valor de R$ 33 mil da America Airlines e da Gol por supostos problemas na viagem: um atraso no primeiro trecho da viagem feito pela Gol, de Brasília para SP, uma alegada ofensa de tripulantes, que lhe teriam "empurrado", e um atraso na entrega de sua bagagem. Ele teria justificado que teve de adiar compromissos, pois não tinha "medicamentos, roupas, e materiais de higiene pessoal". Após a repercussão negativa da viagem, o secretário desistiu da ação.
Em 2008, um escândalo envolvendo cartões corporativos veio a tona quando o então ministro do Esporte, Orlando Silva, gastou R$8,30 na compra de uma tapioca. A descoberta da compra da tapioca, rendeu uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).
Naquela ocasião, um dos deputados que fizeram discurso inflamado na tribuna da Câmara dos Deputados foi justamente Jair Bolsonaro. "Ele [Orlando Silva] inclusive assaltava o cartão corporativo até para comprar tapioca. Então a questão de moral não está em jogo aqui". Esbravejou Bolsonaro na época.
No final das contas a tal da "mamata" nunca acabou, assim como a hipocrisia desse pessoal que jamais irá acabar. Quando se trata de opositores o discurso é um, já quando se trata dos "chegados" o tom muda, são gastos necessários. Pobre presidente, trabalha tanto por isso merece férias. [ironia ativada]
Publicado por:
Jean Borsatti
Jean Borsatti é jornalista, tem 31 anos e é diretor de redação do Spz Online. Trabalha na imprensa desde 2009 e desde 2020 comanda o Spz Online
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