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O que para muitos é um obstáculo renderia um montante de R $5,7 bilhões à economia brasileira. Isso somente com a reciclagem do plástico, que representa 13,5% dos 78,3 milhões de toneladas de resíduos sólidos produzidos pelo Brasil.
São bilhões que poderiam ser aplicados em várias atividades voltadas à sustentabilidade, como os serviços de coleta, limpeza urbana e educação ambiental. Ou seja: O Brasil vem perdendo dinheiro por não investir em uma política urbana de sustentabilidade e de resíduos sólidos.
Infelizmente, essa é a nossa realidade, e, isso, porque muitos dos gestores públicos ainda possuem uma mentalidade de que o lixo é somente um problema – e, realmente, se não tratado de maneira correta, ele será. Essa falta de entendimento faz com que somente 10% dos resíduos gerados nas cidades brasileiras sejam reciclados, sendo que o setor movimenta anualmente quase R$ 12 bilhões por ano. Porém, cerca de R $8 bilhões são perdidos porque falta à implantação de serviços de reciclagem e coleta seletiva. Em Mato Grosso apenas 18% do lixo é tratado e dos 141 municípios, 22 estão adequados a um planejamento de coleta.
Diante disso, nosso maior desafio neste âmbito é conscientizar de que o lixo não é um obstáculo. Pelo contrário, em vários países desenvolvidos, o lixo é matéria-prima, inclusive usado para produzir energia. Hoje, além do plástico, temos o vidro que produz areia e que pode ser aplicada na construção de casas populares. Outro a técnica da compostagem. Com ela é possível transformar resto de comida em adubo orgânico.
Para que essas boas práticas se tornem hábitos, é necessário um planejamento, que bem desenvolvido impacta diretamente na diminuição da quantidade de lixo que é repassada aos aterros sanitários. Isso também leva à economia do município, uma vez que as prefeituras pagam pela tonelada de lixo enviado.
Esse cenário de números e falta de concretização faz pensar o quanto Mato Grosso retrocede quando não dá celeridade ao desenvolvimento do plano estadual de resíduos sólidos.
Como representante e defensor dessa bandeira, tenho indicado medidas, que se desenvolvidas protegeriam nosso meio ambiente em um percentual elevado. O tratamento adequado do chorume nos aterros sanitários é uma dessas medidas. Esse líquido poluente acaba adentrando no lençol freático e contaminando nossa água. Além dessa medida, tenho participado das tratativas da implantação de um consórcio na região de Sorriso, que em seu primeiro aspecto traz o tratamento do lixo, ampliando, assim, a possibilidade mais rápida da desativação dos lixões.
A conscientização continua sendo a melhor saída para práticas eficazes na preservação do nosso meio ambiente. Para isso, precisamos, cada vez mais, ensinar à população o quanto o reaproveitamento do lixo caseiro impacta na natureza e também fomenta a economia. Tudo isso, transforma-se em emprego e renda.
Mudar nossa realidade envolve educação ambiental, que é outra ação que faz parte da minha legislatura por meio do trabalho social, alcançando as famílias.
A educação é um agente transformador. No meio ambiente não seria diferente. Mudanças de hábitos é um trabalho de “formiguinha” que exige disposição. Nisso, precisamos começar a pensar em qual mensagem queremos passar e em qual legado deixaremos. Pois não é somente fazer um mundo melhor para as futuras gerações, inclusos nossos filhos. É deixarmos pessoas melhores para o mundo.
Mato Grosso é campeão em produção, porém, precisamos subir no pódio de campeão em sustentabilidade. O estado tem tecnologia suficiente para promover essa mudança, como a implantação de equipamentos de pirólise (gaseificação) e de oxirredução, que reduzem o lixo em cerca de 95%, podendo transformá-lo em energia, solução que venho apontando desde 2019. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) já autorizou a instalação da primeira usina de lixo aqui no nosso estado. Espero que isso aconteça em breve para é avançarmos ao progresso!
Faissal Calil é advogado e deputado estadual em Mato Grosso
Publicado por:
Faissal Calil
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