Há um certo tempo acompanho atuação dos Senadores de Mato Grosso e a provincial atuação que os torna irrelevantes no debate e cenário nacional, ao passo que que o Departamento Intersindical de Assessores Parlamentares-DIAP, entidade que representa assessores parlamentares, ao elaborarem o “Mapa” das principais lideranças públicas no Congresso Nacional, em sua edição de 2021 não constar nenhum representante de Mato Grosso, mas pasmem há representante do Acre, estado com menor densidade eleitoral e econômica.

Igualmente a inexpressividade atinge aos 03(três) representantes de Mato Grosso: Jayme Campos(UB), Welligton Fagundes(PL) e Carlos Fávaro(PSD),por qual razão dedicar o título do artigo a apenas um Senador Federal?

A razão é que tanto Jayme Campos, quanto Welligton Fagundes, serem políticos com mais anos de experiência, ao passo que Carlos Fávaro possui um primeiro mandato como Senador Federal, ser mais jovem e os anseios que o elegeram buscaram algum tipo de representatividade mais engajada.

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Com mais de 02(dois) anos do Mandato de Senador Federal, considerando o período que ficou “interino”, Carlos Fávaro possui apenas 27 projetos relatados(média de 1,125 projeto/mês).Entre seus números inexpressivos constam os discursos, com apenas 01(um) discurso proferido em 2022. O Jovem Senador de Mato Grosso, assim como os demais Senadores de MT, na poderosa Comissão de Constituição e Justiça como membro titular, demonstrando o “prestígio” de Mato Grosso no Senado Federal.

Qual discurso ou discussão no Senado Federal de Carlos Fávaro, o qual deixou marcas? Qual pronunciamento esteve a altura de escrever história no Mármore do Senado Federal?

estacando sua trajetória política, da ascensão meteórica ao cargo de Vice-Governador no Governo Pedro Taques, a sua ruptura com o então governador Pedro Taques, até o hiato em que ocupou o cargo no ERMAT(Escritório de Representação de Mato Grosso), houve pouca atuação de destaque nacional.

O único destaque do corrente ano do Senador Carlos Fávaro, é por ser o autor da PEC Kamikaze, a maior medida populista que promete piorar ainda mais o cenário econômico em 2023, o Senador de Mato Grosso, pinta em letra escarlate o fim da política de teto de gastos, além de cravar sua contribuição pessoal e de Mato Grosso, na piora do quadro econômico para 2023.

Não bastasse a desastrosa “contribuição” com a famigerada PEC Kamikaze, o que já é um desastre que coraria qualquer político. Carlos Fávaro, que e em ato de genuflexão política mendigou apoio de Jair Bolsonaro, inclusive conseguindo um vídeo de seu Ministro Tarcísio Gomes em apoio a então candidatura, além de contar com apoio financeiro e engajamento de produtores e demais bolsonaristas, muda com o “derretimento” do Governo Bolsonaro seu posicionamento político, traindo as expectativas de seus eleitores e financiadores de campanha em uma guinada surpreendente, de neófito Padawan Bolsonarista, para “Companheiro” do PT.

Já que Carlos Fávaro, troca de espectro ideológico, como alguém que muda de roupa e já que está na “fase” de aliado do PT, deixo uma frase de Karl Marx: “A história se repete primeiro como tragédia depois como farsa”, talvez suas artimanhas que funcionaram com bolsonaristas despreparados e imaturos politicamente, certamente não funcionarão com experientes atores políticos.

Carlos Fávaro, há que rememorar que no Clássico: A Divina Comédia, o ultimo círculo do inferno, no caso o 9º círculo do inferno e mais intenso dos sofrimentos é destinado aos TRAIDORES.

JULIANO RAFAEL TEIXEIRA ENAMOTO é Católico, advogado concursado na Câmara Municipal de Sapezal, formado em Direito pela Universidade Federal de Rondônia.